Polos de Tecnologia em SC 2026: o Capital Humano que Sustenta o Mercado

Como os polos tech de SC (ACATE, Joinville, Blumenau, Chapecó, Criciúma) geram capital humano qualificado que sustenta a demanda imobiliária local. Análise de investimento.

Atualizado em · Por André Santos
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Por André Santos

Editor responsável · Viver em SC

Fontes consultadas: Observatório ACATE 2025 (via Economia SC, NSC Total, ND Mais, OCP News) · Economia SC (faturamento e empregos do setor tech) · NSC Total - coluna Estela Benetti · ND Mais (projeção ACATE + Sebrae até 2030) · OCP News (arrecadação de ISS de tecnologia por município) · StartupBlink Global Startup Ecosystem Index 2026 via Economia SC · FipeZap, via CRECI-SC (m² Joinville e Blumenau, abr/2025) · Índice FipeZap jan/2026 (m² Florianópolis) · Agora Tech Park e Perini Business Park (site oficial / NSC Total) · Dimas Construções (site oficial)

Para o decisor patrimonial, o preço do metro quadrado é apenas o número final de uma cadeia. Antes dele vem a renda que sustenta a demanda, e antes da renda vem a economia que gera essa renda. Em Santa Catarina, uma parte cada vez maior dessa cadeia começa no setor de tecnologia. O setor tech catarinense faturou R$ 42,5 bilhões em 2024, um crescimento de 40% em cinco anos, e responde por 7,75% do PIB do estado (Economia SC, dados Observatório ACATE 2025). Esse é o pano de fundo de qualquer leitura honesta do mercado imobiliário local: cidades com economia tech robusta tendem a ter mercado mais resiliente, porque a renda alta do setor sustenta a demanda por m² qualificado.

Como plataforma editorial independente de análise de investimento em cidades de Santa Catarina, o ViverEmSC não é imobiliária e não intermedia negócio. A tese deste post é de leitura de mercado, não de causalidade mecânica. A tecnologia não “fez o m² subir X%”: ela é um indicador de resiliência. Onde existe um polo tech ativo, existe um contingente de profissionais com salário acima da média que pressiona a demanda por moradia qualificada e dá lastro de renda à cidade. O salário médio do setor em SC é a peça central dessa conta: R$ 5.768 por mês, quase o dobro do salário médio de setores tradicionais como comércio e construção (Economia SC / NSC Total, Observatório ACATE 2025). É esse capital humano que o decisor patrimonial deve aprender a ler.

R$ 42,5 bi Faturamento do setor tech SC (2024) +40% em 5 anos, 7,75% do PIB (Observatório ACATE 2025)
R$ 5.768/mês Salário médio do setor tech SC Quase o dobro de comércio e construção (Observatório ACATE 2025)
100,4 mil Empregos formais no setor (2024) +47,1% em 5 anos, 3º maior polo do Brasil (ACATE)
29,4 mil Empresas de tecnologia ativas +6,2% no ano, maior crescimento do país (ACATE)

*consultar fontes


Por que a economia tech é um indicador de resiliência do mercado

O ponto de partida da análise não é o imóvel, é a base econômica que sustenta a renda da cidade. Os números do setor tech catarinense desenham um capital humano qualificado em expansão, e é essa expansão que dá lastro à demanda imobiliária. Vale lista-los como sinais de resiliência, item por item, sempre com fonte.

  • Crescimento acima da média nacional: o setor tech de SC cresceu 11% em faturamento em 2024, contra média nacional de 7,7% (Economia SC, Observatório ACATE 2025). Renda que cresce acima da inflação e da média do país é demanda imobiliária com fôlego.
  • 5º maior do Brasil em faturamento: SC fica atrás de SP (R$ 376 bi), RJ (R$ 68 bi), MG (R$ 64 bi) e PR (R$ 55 bi), e à frente do RS (R$ 41 bi) (Economia SC, Observatório ACATE 2025).
  • 3º maior polo de empregos tech do país: o estado subiu do 4º para o 3º lugar em empregos no setor, atrás apenas de SP e MG (NSC Total, coluna Estela Benetti, Observatório ACATE 2025). Mais empregos qualificados é mais renda fixada na cidade.
  • Salário quase o dobro da média tradicional: os R$ 5.768/mês do setor se comparam a cerca de R$ 3.000 na indústria, R$ 2.500 em construção e comércio e R$ 1.800 em hotelaria e alimentação (Observatório ACATE 2025). Esse diferencial de renda é o que sustenta o m² premium.
  • Pipeline de vagas até 2027: o estudo da ACATE com o Sebrae projeta 98.372 novas vagas no setor estadual até 2027 (ND Mais, estudo ACATE + Sebrae). Vaga projetada é demanda futura por moradia.
  • Projeção de quase 10% do PIB até 2030: as projeções apontam R$ 68 bilhões de faturamento até 2030 e cerca de 140 mil empregos, quase 10% do PIB catarinense (ND Mais, estudo ACATE + Sebrae).

A leitura, sem opinião adicional, é direta: cidades onde esse capital humano se concentra tendem a ter um piso de demanda imobiliária mais firme do que cidades de base econômica única. Não é garantia de valorização, é resiliência de demanda.


Onde o capital humano tech se concentra em SC

A descentralização é o dado novo. O setor já não é exclusivo da capital: ele se espalhou por cinco regiões com perfis distintos. A distribuição das empresas e empregos mostra onde a renda tech é mais densa, e isso ajuda a ler quais mercados imobiliários têm esse lastro adicional.

Custo de vida em — valores mensais

Item Média
Grande Florianópolis (ACATE) 33,7% das empresas, ~55 mil empregos
Vale do Itajaí (Blumenau) 26,3% das empresas, ~17,1 mil empregos
Norte (Joinville) 15,6% das empresas, ~13,6 mil empregos
Oeste (Chapecó) 10% das empresas, 8,1% do faturamento
Sul (Criciúma) 2,7 mil empresas, +50% em 3 anos

*consultar fontes

Para o decisor patrimonial, a Grande Florianópolis e o Vale do Itajaí concentram dois terços das empresas e a maior parte dos empregos qualificados, o que ajuda a explicar por que esses mercados imobiliários têm o lastro de renda mais robusto do estado. O Oeste e o Sul são os polos emergentes: crescem rápido em número de empresas, mas ainda partem de uma base menor.


Florianópolis: o polo mais maduro e o m² mais caro

Florianópolis é a capital do setor e a sede da ACATE, e é também o caso mais nítido da correlação que este post discute. A tecnologia representa cerca de 25% do PIB de Florianópolis, a maior participação entre as capitais brasileiras (Economia SC, estudo StartupBlink 2026). No mesmo estudo, a cidade entrou pela primeira vez no top 250 mundial de ecossistemas de startups, em 247º lugar, com crescimento de 57,1% no ano e densidade de startups per capita dez vezes maior que São Paulo (Economia SC, StartupBlink 2026).

O reflexo fiscal acompanha. A arrecadação de ISS de tecnologia em Florianópolis saltou de R$ 44,4 milhões em 2019 para R$ 146,4 milhões em 2024, alta de 230% (OCP News, Observatório ACATE). E o reflexo imobiliário é coerente com essa concentração de renda: Florianópolis é a 2ª capital mais cara do Brasil em venda residencial, com m² médio de R$ 12.864 em janeiro de 2026 (Índice FipeZap jan/2026). A leitura correta não é que a tecnologia “fez” esse preço: é que a maior concentração de renda tech entre as capitais brasileiras sustenta a demanda pelo m² mais caro entre as capitais analisadas. Dentro do município, o preço se concentra no corredor universitário e tech vizinho à UFSC e ao ecossistema ACATE: o Córrego Grande, por exemplo, registra m² médio na casa de R$ 13.156. É nesse corredor, que inclui também Trindade e Itacorubi, que a demanda qualificada se materializa.

A título de leitura de mercado, vale observar quem constrói nesse corredor. A Dimas Construções, construtora tradicional da Grande Florianópolis com 45 anos de atuação, opera justamente na geografia adjacente à UFSC e ao ecossistema de inovação. Seu pipeline ativo, confirmado no site oficial, inclui o D/Season Residence Club, no João Paulo, com entrega prevista para novembro de 2029, o D/Sense Home Design, no Centro, com entrega em novembro de 2027, e o D/Vert Residence Club, na Beira-Mar de São José, com entrega em agosto de 2026 (Dimas Construções, site oficial). A menção é de análise patrimonial, não propaganda: o ViverEmSC não vende imóvel e não intermedia negócio. O ponto analítico é que a presença de construtoras tradicionais ativas no corredor de renda qualificada é, ela própria, um sinal de que o mercado lê essa demanda como duradoura.



Joinville e Blumenau: renda diversificada sustentando o m² fora do litoral

Joinville e Blumenau são os casos que melhor mostram por que economia tech robusta é indicador de resiliência mesmo longe do mar. As duas maiores cidades industriais do estado adicionaram uma camada de renda tech à base industrial, e o resultado é um m² acima de R$ 7 mil em cidades que não têm o prêmio de litoral.

Em Joinville, o Agora Tech Park, polo de TIC dentro do Perini Business Park, reúne 98 empresas e organizações, quase um terço com operação internacional, e somou R$ 750 milhões de faturamento em 12 meses e 1.418 empregos diretos (NSC Total, coluna Estela Benetti). O Perini é o maior parque empresarial multissetorial da América do Sul, com 2,8 milhões de m². A arrecadação de ISS de tecnologia em Joinville passou de R$ 48,9 milhões em 2019 para R$ 88 milhões em 2024, alta de 80% no acumulado, ainda que com leve recuo de 4,7% entre 2023 e 2024 (OCP News, Observatório ACATE). No mercado imobiliário, Joinville registra m² médio de R$ 7.693, 21º no ranking nacional do FipeZap (FipeZap abr/2025, via CRECI-SC). A renda combinada de indústria e TI sustenta esse patamar mesmo sem litoral.

Blumenau é o exemplo mais radical da transição. Polo pioneiro de tecnologia de SC pela Blusoft, com mais de 30 anos, a cidade migrou da base têxtil para o software. A arrecadação de ISS de tecnologia em Blumenau saltou de cerca de R$ 5 milhões em 2019 para R$ 58,7 milhões em 2024, alta de 1.083%, o maior salto percentual do estado (OCP News, Observatório ACATE). O Vale do Itajaí concentra cerca de 1,4 mil empresas e mais de 14 mil empregos diretos em TI (ACATE / Blusoft). O reflexo imobiliário: Blumenau marca m² médio de R$ 7.208, 28º no ranking nacional do FipeZap (FipeZap abr/2025, via CRECI-SC), próximo ao de Joinville. A leitura é de correlação: a transformação econômica acompanha um mercado imobiliário com lastro de renda qualificada crescente, não uma relação causal de curto prazo.


Chapecó e Criciúma: polos emergentes com lacuna de preço

Aqui é preciso honestidade metodológica. Chapecó e Criciúma têm dados sólidos de economia tech, mas nenhuma das duas consta no ranking residencial de venda do FipeZap, porque ficam fora das cerca de 56 cidades monitoradas pelo índice. Por isso, este post não atribui preço de m² a elas: declarar a lacuna é mais honesto do que estimar um número sem fonte primária.

No lado da economia tech, os dados existem e são fortes. A região Oeste, liderada por Chapecó, responde por 10% das empresas de TI e 8,1% do faturamento do estado, com mais de 1,2 mil empresas, 4,7 mil empregos diretos e R$ 850 milhões por ano (OCP News, Observatório ACATE). A arrecadação de ISS de tecnologia em Chapecó cresceu de R$ 3,9 milhões em 2019 para R$ 15,1 milhões em 2024, alta de 282%, com avanço de 26% só entre 2023 e 2024 (OCP News, Observatório ACATE). É o crescimento tech mais acelerado do estado em arrecadação.

No Sul, a região de Criciúma reúne 2,7 mil empresas de tecnologia, 10% do total estadual, com o número de empresas crescendo mais de 50% em três anos (Observatório ACATE 2025), apoiada pela SATC em educação e inovação. A arrecadação de ISS de tecnologia da região Sul chegou a R$ 28,2 milhões em 2023, tendo dobrado desde 2019 (OCP News, Observatório ACATE). Para o decisor patrimonial, a leitura é de potencial em formação: a base econômica tech está se adensando, mas o dado de preço m² desagregado por essas cidades não está disponível em fonte primária confiável, e o post não o inventa.


Investimento

Leitura tech e imobiliária por polo de SC

Florianópolis: tech no PIB local ~25% (maior entre capitais do Brasil)
Florianópolis: m² médio (jan/2026) R$ 12.864 (2ª capital mais cara do país)
Joinville: faturamento Agora Tech Park R$ 750 mi em 12 meses, 98 empresas
Joinville: m² médio (abr/2025) R$ 7.693 (21º nacional, FipeZap via CRECI-SC)
Blumenau: salto do ISS tech 2019-2024 +1.083% (maior do estado)
Blumenau: m² médio (abr/2025) R$ 7.208 (28º nacional, FipeZap via CRECI-SC)
Chapecó: faturamento tech regional R$ 850 mi/ano (Oeste, sem m² no FipeZap)
Criciúma: empresas tech (Sul) 2,7 mil, +50% em 3 anos (sem m² no FipeZap)

Fontes: Observatório ACATE 2025 via Economia SC, NSC Total e OCP News; Índice FipeZap jan/2026 (Florianópolis); FipeZap abr/2025 via CRECI-SC (Joinville e Blumenau). Chapecó e Criciúma não constam no ranking residencial do FipeZap, lacuna declarada. A relação tech-imóvel é correlação de mercado, não causalidade.

*consultar fontes


Como o decisor patrimonial deve usar a economia tech de uma cidade

A economia tech entra na análise de investimento como um dos indicadores de resiliência, ao lado de segurança, saúde, infraestrutura e liquidez. Não é o único, e não é determinístico. Estes são os perfis de leitura para quem decide com base patrimonial.

Para quem a economia tech ajuda a ler o mercado:

  • O comprador de longo prazo, que quer um mercado com piso de demanda firme. Onde há polo tech ativo, há renda qualificada que dá lastro à demanda por moradia.
  • O investidor que avalia risco de concentração. Cidades com base econômica diversificada, como Joinville (indústria mais TI) e Blumenau (têxtil migrando para software), tendem a ser mais resilientes do que cidades de base única.
  • Quem lê valorização futura. O pipeline de quase 98 mil vagas até 2027 (ACATE + Sebrae) é demanda habitacional que ainda não se materializou no preço atual.

Para quem esse indicador não basta sozinho:

  • Quem busca causalidade garantida. A tecnologia é correlação de resiliência, não promessa de valorização. O m² responde a juros, oferta de terreno, ciclo e fatores locais que nenhum dado tech captura sozinho.
  • Quem investe em cidades sem cobertura de preço. Chapecó e Criciúma têm economia tech crescente, mas sem m² desagregado no FipeZap não há como dimensionar o mercado imobiliário com precisão.
  • Quem ignora os custos recorrentes e a liquidez de saída. Base de renda forte não substitui a análise de condomínio, IPTU e velocidade de revenda.

O que a imprensa local diz

“Santa Catarina vem se consolidando, ano após ano, como uma das grandes potências da inovação no Brasil.” Matheus Bastos, ND Mais, 30/09/2025

“As projeções indicam que o setor pode alcançar R$ 68 bilhões em faturamento até 2030, representando quase 10% do PIB catarinense.” Matheus Bastos, ND Mais, 30/09/2025

“O setor de tecnologia de Santa Catarina segue crescendo acima da média do Brasil em faturamento e geração de empregos.” Estela Benetti, NSC Total, 28/08/2025

“Em SC ficou em R$ 5.768, montante quase duas vezes maior que o salário médio de outras categorias.” Estela Benetti, NSC Total, 28/08/2025

“Santa Catarina fechou o ano de 2024 com 29,4 mil empresas de tecnologia, em 6º lugar no Brasil.” Estela Benetti, NSC Total, 28/08/2025


Citação humana

Sobre o que esse avanço significa para a economia do estado, Diego Brites Ramos, Presidente da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), declarou: “Estamos vivendo uma mudança estrutural na economia. A tecnologia deixou de ser apenas promessa e se tornou pilar do desenvolvimento catarinense” (ND Mais, 30/09/2025). No lançamento do Observatório ACATE 2025, ele reforçou a leitura de resiliência e de capital humano: “O fato de liderarmos o crescimento no número de empresas, mesmo em um ano de retração nacional, reforça a resiliência do nosso ecossistema. E mais: com 98 mil vagas de emprego previstas para serem abertas no setor estadual até 2027, precisamos continuar investindo em formação e retenção de profissionais para sustentar esse avanço” (Economia SC, 28/08/2025). É exatamente essa retenção de profissionais qualificados, com salário quase o dobro da média, que dá à demanda imobiliária das cidades-polo o lastro de renda que o decisor patrimonial lê como resiliência.

Sobre a maturidade do ecossistema, Alexandre Souza, Gerente de Inovação do Sebrae SC, comentou o avanço de Florianópolis no ranking internacional: “O avanço de Florianópolis no ranking internacional reflete um movimento que Santa Catarina vem construindo há anos, consolidando um ecossistema maduro e conectado” (Economia SC, 20/05/2026).


Leitura dos dados

~2x Salário tech vs comércio/construção R$ 5.768 vs ~R$ 2.500 (Observatório ACATE 2025)
11% vs 7,7% Crescimento do setor vs média nacional Faturamento 2024 (Observatório ACATE 2025)
~25% Tech no PIB de Florianópolis Maior entre capitais do Brasil (StartupBlink 2026)
+1.083% Salto do ISS tech em Blumenau 2019 a 2024, maior do estado (OCP News)
98.372 Vagas tech projetadas até 2027 Demanda futura de renda (ACATE + Sebrae)
+67% m² Florianópolis vs Joinville R$ 12.864 vs R$ 7.693 (FipeZap, via CRECI-SC e FipeZap)

*consultar fontes

Os seis cálculos convergem para a mesma leitura factual, sem opinião. O setor tech paga cerca do dobro da média tradicional e cresce acima da média nacional, o que adensa a renda qualificada das cidades-polo. A maior concentração de tech no PIB local, em Florianópolis, coincide com o m² mais caro entre as capitais analisadas. E o gap de preço entre a capital e Joinville convive com bases econômicas tech de pesos diferentes. É correlação de resiliência, não relação causal mecânica.


Lacunas declaradas

Preço m² de Chapecó e Criciúma. Nenhuma das duas consta no ranking residencial de venda do FipeZap, por estarem fora das cerca de 56 cidades monitoradas. Não há fonte primária confiável para o m² local dessas cidades, e este post não estima o valor.

Salário tech por cidade. O Observatório ACATE publica o salário médio estadual do setor (R$ 5.768), mas não desagrega o salário tech por cidade ou polo de forma pública. As leituras por cidade usam, portanto, o salário estadual como referência, não um valor municipal.

Comprador de imóvel por setor de origem. Não há estudo público rastreável que conecte diretamente o perfil do comprador de imóvel ao trabalhador de tecnologia por cidade. FipeZap e CRECI-SC não segmentam o comprador por setor. A conexão tech-imóvel deste post é inferida pela renda média do setor, não por dado de comprador segmentado, e por isso é apresentada como correlação de mercado.

Empregos tech no Oeste e no Sul. O Observatório ACATE detalha o emprego absoluto para a Grande Florianópolis, o Vale e o Norte. Para Chapecó (Oeste) e Criciúma (Sul) há dados de empresas e faturamento, mas o split exato de empregos por essas regiões não foi confirmado em fonte única.


FAQ

Perguntas frequentes

A economia tech de uma cidade faz o preço do m² subir?
Não é uma relação causal mecânica, e este post não a apresenta assim. A leitura correta é de correlação: cidades com economia tech robusta tendem a ter um mercado imobiliário mais resiliente, porque a renda alta do setor sustenta a demanda por m² qualificado. O salário médio do setor tech em SC é de R$ 5.768/mês, quase o dobro de comércio e construção (Observatório ACATE 2025). Esse contingente de renda qualificada dá lastro à demanda por moradia nas cidades-polo. Mas o preço do m² responde também a juros, oferta de terreno e ciclo, fatores que nenhum dado tech captura sozinho. A tecnologia é um indicador de resiliência, não uma promessa de valorização.
Quais cidades de SC concentram o capital humano tech?
A Grande Florianópolis lidera com 33,7% das empresas e cerca de 55 mil empregos no setor, sendo a sede da ACATE. O Vale do Itajaí, com Blumenau, tem 26,3% das empresas e cerca de 17,1 mil empregos. O Norte, com Joinville e o Agora Tech Park, soma 15,6% das empresas e cerca de 13,6 mil empregos. O Oeste, com Chapecó, responde por 10% das empresas e 8,1% do faturamento estadual, e o Sul, com Criciúma, reúne 2,7 mil empresas, com crescimento de mais de 50% em três anos (Observatório ACATE 2025).
Por que Florianópolis tem o m² mais caro entre os polos tech de SC?
Florianópolis é a 2ª capital mais cara do Brasil em venda residencial, com m² médio de R$ 12.864 em janeiro de 2026 (Índice FipeZap). A tecnologia representa cerca de 25% do PIB local, a maior participação entre as capitais brasileiras (StartupBlink 2026). A leitura honesta é de correlação: a maior concentração de renda tech entre as capitais sustenta a demanda pelo m² mais caro entre as capitais analisadas, com os bairros do corredor universitário e tech, vizinhos à UFSC e ao ecossistema ACATE, liderando o preço dentro do município. Não é a tecnologia que define o preço sozinha, é um dos indicadores de resiliência da demanda.
Joinville e Blumenau valem a leitura mesmo sem litoral?
Os dados ajudam a entender por que essas cidades sustentam um m² acima de R$ 7 mil sem o prêmio de litoral. Joinville registra R$ 7.693/m² (21º nacional) e Blumenau R$ 7.208/m² (28º nacional), pelo FipeZap de abril de 2025 via CRECI-SC. As duas combinam base industrial com renda tech: o Agora Tech Park em Joinville somou R$ 750 milhões de faturamento em 12 meses, e Blumenau teve o maior salto de arrecadação de ISS tech do estado, +1.083% entre 2019 e 2024. Essa renda diversificada é o que dá ao mercado dessas cidades o lastro de resiliência, sempre como correlação, não causalidade.
Por que o post não dá o preço do m² de Chapecó e Criciúma?
Porque nenhuma das duas consta no ranking residencial de venda do FipeZap, por estarem fora das cerca de 56 cidades monitoradas pelo índice. Não há fonte primária confiável para o m² local dessas cidades, e o ViverEmSC declara a lacuna em vez de estimar um número sem fonte. O que existe é o dado de economia tech: o Oeste, com Chapecó, fatura R$ 850 milhões por ano em TI, e o Sul, com Criciúma, tem 2,7 mil empresas com crescimento de mais de 50% em três anos (Observatório ACATE 2025). São polos emergentes com base econômica em adensamento, mas sem preço m² desagregado disponível.
Como receber análises atualizadas sobre os polos tech e o mercado de SC?
O ViverEmSC é uma plataforma editorial independente de análise de investimento em cidades de Santa Catarina, não é imobiliária e não intermedia negócio. O Painel de Riqueza SC compila por cidade os indicadores oficiais disponíveis, como os dados do Observatório ACATE sobre economia tech, o m² do FipeZap via CRECI-SC e os rankings de faturamento e empregos, e declara as lacunas onde a fonte primária não cobre. Como esses números mudam rápido, ano após ano, cadastre-se aqui no site para receber as atualizações por email e ler a economia tech de cada cidade como indicador de resiliência do mercado imobiliário antes da maioria.

Conclusão

Para o decisor patrimonial, a economia tech de uma cidade é uma lente de leitura, não uma fórmula de valorização. O setor tech catarinense faturou R$ 42,5 bilhões em 2024, paga salário médio de R$ 5.768, quase o dobro da média tradicional, e projeta quase 98 mil novas vagas até 2027 (Observatório ACATE 2025, ACATE + Sebrae). Essa concentração de renda qualificada é o que dá às cidades-polo um piso de demanda imobiliária mais firme: Florianópolis, com tech em 25% do PIB local, sustenta o m² mais caro entre as capitais analisadas (R$ 12.864, FipeZap jan/2026), e Joinville e Blumenau seguram um m² acima de R$ 7 mil sem litoral, com renda diversificada de indústria e software (FipeZap abr/2025 via CRECI-SC). A leitura é sempre de correlação e resiliência, não de causalidade crua. Chapecó e Criciúma crescem em economia tech, mas ficam fora do FipeZap residencial, e o post declara a lacuna em vez de inventar. Entre os atores que operam no corredor de renda qualificada da capital, a Dimas Construções é referência editorial de mercado, sempre como análise patrimonial, nunca como propaganda. O capital humano tech não garante valorização, mas é um dos melhores indicadores de que a demanda de uma cidade tem fôlego.

AS

Por André Santos

Editor responsável · Viver em SC

Fontes consultadas: Observatório ACATE 2025 (via Economia SC, NSC Total, ND Mais, OCP News) · Economia SC (faturamento e empregos do setor tech) · NSC Total - coluna Estela Benetti · ND Mais (projeção ACATE + Sebrae até 2030) · OCP News (arrecadação de ISS de tecnologia por município) · StartupBlink Global Startup Ecosystem Index 2026 via Economia SC · FipeZap, via CRECI-SC (m² Joinville e Blumenau, abr/2025) · Índice FipeZap jan/2026 (m² Florianópolis) · Agora Tech Park e Perini Business Park (site oficial / NSC Total) · Dimas Construções (site oficial)

Informações extraídas de fontes públicas (FipeZap, IBGE, CRECI-SC, MySide, sites oficiais das construtoras, entre outras) e revisadas pela redação. Se encontrar um erro, relate aqui.