Por André Santos
Editor responsável · Viver em SC
Fontes consultadas: Vokkan (2026) · NDmais (2026) · Hub Imobiliário (2026) · Exame (2026) · Salute Imóveis (2026) · FipeZap (mar/2026)
O Perequê é, em 2026, o centro gravitacional do reposicionamento de Porto Belo como cidade-mercado de alto padrão. Não é mais o bairro periférico que dependia da projeção de Bombinhas para entrar no radar do investidor. É onde a Vokkan, master desenvolvedora com sede em Itapema e portfólio superior a 7 milhões de m² no litoral catarinense, concentra o projeto mais ambicioso em curso na região: o Vivapark Porto Belo, classificado como o primeiro bairro-parque do Brasil, com VGV estimado próximo de R$ 9 bilhões em horizonte de 10 anos.
A primeira expansão do Vivapark foi entregue em abril de 2026, marcando o ponto em que a tese deixou de ser projeção e passou a ser ativo operacional. A Vokkan já entregou ou tem em obra 7 lançamentos dentro do bairro-parque (Vista Jardins, Vértice, Voz, Videiras, Ventura, Vitta 27 com 2 torres e as Casas Vivapark). Para o investidor que olha pipeline de capital privado de longo prazo, o sinal é direto: o Perequê parou de ser hipótese para virar eixo confirmado da expansão premium do litoral norte de Santa Catarina.
A leitura completa, sem mediação de marketing, é mais interessante. O Perequê funciona como articulador entre dois mercados em alta simultânea: Porto Belo, com m² médio entre R$ 6.500 e R$ 8.500 e projeção agressiva de valorização para 2028, e Bombinhas, com perfil ultra-premium e fluxo turístico nacional. Quem entra no Perequê hoje está apostando justamente nesse encontro, no momento em que ele transita de promessa para realidade urbana ocupada e com infraestrutura sendo consolidada.
O que é o Perequê e por que ele virou o eixo
Perequê é o bairro de Porto Belo que faz fronteira natural com Bombinhas e ocupa a faixa litorânea entre o Centro de Porto Belo e a península turística vizinha. Por décadas, foi tratado como zona de transição. Ali ficavam casas de veraneio mais antigas, alguns condomínios médios, vegetação preservada e o fluxo natural de quem ia para Bombinhas.
A virada começou quando a Vokkan adquiriu terrenos contíguos no bairro e desenhou o conceito do Vivapark. Não como um condomínio de prédios, mas como bairro-parque integral, com escala que reorganiza a leitura urbana da região. O Vivapark mistura áreas residenciais verticais e horizontais, parques, comércio interno, mobilidade própria e proposta arquitetônica unificada. É o tipo de operação que muda o m² de uma região inteira pelos próximos 15 anos.
Em paralelo ao Vivapark, terrenos contíguos no Perequê passaram a ser disputados por incorporadoras menores que percebem o efeito-arrasto. Quando uma master desenvolvedora com 7 milhões de m² aposta um VGV de R$ 9 bilhões em uma região, a vizinhança imediata absorve parte do valor agregado, mesmo sem fazer parte do projeto principal.
Para o investidor que olha o mapa, o Perequê hoje tem três zonas distintas:
- Zona Vivapark, dentro do bairro-parque da Vokkan, com unidades de ticket alto e perfil internacional
- Zona contígua ao Vivapark, com terrenos de incorporadoras locais começando a precificar a proximidade
- Zona tradicional do Perequê, com casas mais antigas e potencial de retrofit ou revenda para incorporação
Cada zona tem tese e ticket próprios. Misturar elas no análise sem critério leva a erro caro.
A leitura concreta do Vivapark e do que já foi entregue
Os números públicos do Vivapark até abril de 2026 sustentam a tese. A Vokkan divulga valorização média de +246% para imóveis entregues do projeto. Esse dado precisa de contexto: ele compara o valor original de venda (lançamento) com o valor atual estimado por avaliação. Não é retorno realizado para todo investidor, é referência de mercado para a fração do portfólio já entregue.
Os 7 empreendimentos lançados pela Vokkan dentro do Vivapark até agora são:
- Vista Jardins
- Vértice
- Voz
- Videiras
- Ventura
- Vitta 27 (Torres 1 e 2)
- Casas Vivapark (unidades de 254 a 335 m²)
A primeira expansão entregue em abril de 2026 marca o fim da fase de pré-lançamento e o início do ciclo de ocupação real. É justamente aí que a tese ganha corpo: ocupação efetiva traz comércio interno, traz fluxo de moradores, traz integração com o entorno. O m² do Perequê fora do Vivapark passa a se beneficiar do efeito spillover, padrão observado em outros grandes projetos urbanos do litoral catarinense ao longo das duas últimas décadas.
Para o comprador final, o ticket dentro do Vivapark hoje varia conforme tipologia. Casas Vivapark com 254 a 335 m² operam em ticket alto, perfil de comprador internacional ou investidor institucional. Apartamentos nos lançamentos verticais têm distribuição mais ampla de ticket, com unidades acessíveis para investidor pequeno e unidades premium para alto padrão consolidado.
Por que o eixo Perequê-Bombinhas é distinto de outros pares do litoral SC
A maior parte dos pares de bairros adjacentes no litoral catarinense funciona como continuidade natural com pouca mudança de perfil. Centro de Itapema-Meia Praia, Praia Brava-Cabeçudas em Itajaí, Centro-Pioneiros em BC. Em geral, o que muda é o ticket e a aposta de longo prazo.
O Perequê-Bombinhas é diferente. Bombinhas é uma península turística com perfil ultra-sazonal, taxa de ocupação Airbnb concentrada em poucos meses, demanda dominante de temporada nacional, ticket de aluguel alto na alta temporada e baixo na baixa. Perequê tem perfil que está em construção com a chegada do Vivapark, e o que se desenha é um eixo com características próprias:
- Ocupação anual mais estável que Bombinhas, por causa do componente residencial do Vivapark
- Ticket de venda em transição, ainda abaixo do que vai ser cobrado quando o bairro-parque estiver completamente ocupado
- Acesso direto à BR-101, vantagem operacional sobre Bombinhas que tem entrada única e congestionamento no verão
- Densidade de comércio interno programada no Vivapark, reduzindo dependência das ruas movimentadas de Bombinhas
- Conceito de longo prazo, com horizonte de 10 a 15 anos, distinto do imediatismo turístico
Essa combinação atrai um perfil específico de comprador: quem quer estar próximo do glamour de Bombinhas sem assumir a sazonalidade extrema da península. Para investidor que quer aluguel anual com fluxo previsível, e para morador que quer qualidade de vida o ano todo, o eixo Perequê é hoje uma das poucas teses no litoral SC que combinam essas características em ticket ainda relativamente acessível.
A construtora que define o jogo: Vokkan
A Vokkan opera em escala que muda o vocabulário do mercado. Não é construtora que lança torres. É master desenvolvedora urbana com mandato para integrar arquitetura, paisagismo, mobilidade e comércio em projetos de bairro-parque. Sede em Itapema, portfólio superior a 7 milhões de m² no litoral catarinense, parcerias internacionais (incluindo o arquiteto japonês Sou Fujimoto no Vivapark Navegantes, em parceria com FGMF e VOO).
A diferença prática para o investidor é o horizonte de capital paciente. Vokkan não precifica obra para giro rápido. Estrutura empreendimentos para consolidar valor ao longo de 10 a 15 anos. Para quem entra cedo, isso significa exposição ao ciclo completo de valorização do bairro-parque, com risco operacional menor que loteamentos especulativos comuns.
A escolha da Vokkan pelo Perequê como eixo da expansão Porto Belo já reorganizou o mapa local. Outras construtoras que atuam na região, como PH Empreendimentos (cresceu mais de 400% em 4 anos com projetos como Dubai Mall) e J Tedesco (Aria & Sublime Club House), passaram a recalibrar pipeline em torno do efeito Vivapark. Quem entra hoje no Perequê está, na prática, comprando a infraestrutura urbana que a Vokkan está construindo, mesmo que a unidade não esteja dentro do bairro-parque.
Para quem o Perequê é ideal
A escolha pelo Perequê faz sentido para perfis específicos. O bairro brilha para:
- Investidor com horizonte de 5 a 15 anos que apostou na consolidação progressiva do bairro-parque e do eixo
- Comprador que quer combinação de litoral premium com infraestrutura urbana sendo construída com escala internacional
- Família que quer morar perto de Bombinhas sem assumir o congestionamento sazonal da península e sem o ticket altíssimo da Meia Praia em Itapema
- Investidor institucional ou de alto padrão que busca exposição ao Vivapark e ao efeito-arrasto sobre o entorno
- Profissional remoto que quer qualidade de vida com infraestrutura de comércio interno do bairro-parque, sem depender de orla movimentada
- Comprador internacional ou paulista que busca proposta arquitetônica unificada em escala de bairro, raridade no litoral brasileiro
Para quem o Perequê não é ideal
Honestidade analítica também aqui. O Perequê não é a melhor escolha para:
- Investidor de horizonte curto (1 a 2 anos) que precisa de liquidez rápida. O eixo está em maturação e o ciclo completo é longo
- Quem quer máxima rentabilidade de Airbnb na alta temporada. Para isso, Centro de Porto Belo ou Bombinhas operam com fluxo turístico mais imediato
- Comprador que prioriza endereço já consolidado e rua movimentada de comércio. A consolidação do Perequê ainda está em curso
- Quem busca ticket abaixo de R$ 600 mil. Mesmo a faixa mais acessível do bairro hoje opera acima desse patamar, especialmente nas zonas próximas ao Vivapark
Minha leitura do mercado de Perequê
Acompanho o ciclo do litoral norte de SC desde antes do Vivapark sair do papel. O que vejo no Perequê em 2026 é um caso raro de bairro com tese de longo prazo já validada por capital privado de escala, mas com janela de entrada ainda aberta para comprador qualificado. Não é mais oportunidade obscura, com risco alto de a tese não vingar. O Vivapark entregou a primeira expansão e está com 7 lançamentos no portfólio. A tese vingou. Mas ainda não foi 100% precificada pelo mercado em geral, especialmente fora do bairro-parque.
A leitura prática é que o Perequê hoje vive uma janela de transição entre bairro emergente e bairro consolidado. Em 5 a 8 anos, o ciclo completo da Vokkan estará operando, com comércio interno funcionando, escolas de padrão internacional possivelmente instaladas (movimento que costuma acompanhar bairros-parque dessa escala), e o m² médio reflitindo a maturação. Quem entra agora está pegando o final da janela de entrada com risco já fortemente reduzido.
A ressalva honesta é que parte do upside já foi realizada para quem comprou na fase inicial do Vivapark. O ganho mais agressivo (+246% citado pela Vokkan para os primeiros entregues) não vai se repetir nos lançamentos atuais. O que está disponível agora é exposição ao ciclo de consolidação, com upside ainda relevante mas calibrado por risco menor. É outro tipo de investimento, não pior, apenas diferente.
Para o investidor que prioriza previsibilidade combinada com upside relevante, o Perequê é uma das poucas teses do litoral SC em 2026 que entrega isso de forma simultânea. Para quem prioriza Airbnb de temporada com retorno imediato, há opções melhores. Para quem quer compor portfólio com 5 a 15 anos de horizonte, é praticamente leitura obrigatória.
Investimento
Retorno do investimento no Perequê (Vivapark e entorno)
Fontes: Vokkan (2026); NDmais (2026); Hub Imobiliário (2026); pesquisa de mercado regional. Dado de valorização aplica-se a unidades já entregues do Vivapark, não é retorno garantido para entrantes em fase atual.
Por que a valorização do Perequê tende a continuar
- Capital de longo prazo já comprometido: Vokkan tem mandato de master desenvolvedora com VGV de R$ 9 bilhões e horizonte de 10 a 15 anos
- Primeira expansão entregue: tese saiu da fase de risco-projeto para a fase de risco-execução, que é quantitativamente menor
- Efeito spillover sobre o entorno: incorporadoras locais começam a precificar proximidade do Vivapark, puxando o m² da zona contígua
- Eixo Perequê-Bombinhas singular: combinação de proximidade com Bombinhas e ocupação anual estável é raridade no litoral catarinense
- Macro de Porto Belo sustentado: cidade aparece em múltiplas projeções como tendo a valorização mais agressiva do litoral SC para 2028
- Acesso direto à BR-101: vantagem operacional permanente sobre Bombinhas, especialmente em verão
- Padrão arquitetônico unificado: bairro-parque com identidade visual coesa atrai comprador internacional e investidor institucional, ampliando demanda qualificada
FAQ
Perguntas frequentes
Qual o preço do m² no Perequê em 2026?
Vale a pena investir no Perequê em 2026?
O que é o Vivapark e por que ele importa para o Perequê?
Perequê é melhor que Bombinhas para investir?
Qual construtora lidera o Perequê em 2026?
Como receber alertas sobre lançamentos no Perequê?
Por André Santos
Editor responsável · Viver em SC
Fontes consultadas: Vokkan (2026) · NDmais (2026) · Hub Imobiliário (2026) · Exame (2026) · Salute Imóveis (2026) · FipeZap (mar/2026)
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Informações extraídas de fontes públicas (FipeZap, IBGE, CRECI-SC, MySide, sites oficiais das construtoras, entre outras) e revisadas pela redação. Se encontrar um erro, relate aqui.