Por André Santos
Editor responsável · Viver em SC
Fontes consultadas: NDMais (2026) · Jornal Razão (2025) · MySide (2026) · Exame (2025) · Abrainc (2025) · FipeZap+ (2026)
Quando o investidor ouve “Porto Belo”, pensa imediatamente em Vivapark. E faz sentido: o projeto da Vokkan atingiu R$ 2 bilhões em vendas em 14 meses, acumulou R$ 9 bilhões em VGV e transformou uma cidade de 22 mil habitantes no maior polo de lançamentos imobiliários do Brasil em 2025, superando BC e Itapema em VGV lançado. Mas reduzir Porto Belo ao Vivapark é cometer o mesmo erro que quem achava, em 2018, que Itapema era só Meia Praia. A cidade tem bairros, construtoras, tipologias e oportunidades que existem fora do perímetro do bairro-parque e que, em muitos casos, oferecem ticket menor, yield mais alto e potencial de valorização tão forte quanto o do projeto âncora.
Este post mapeia as oportunidades de investimento em Porto Belo que estão além da narrativa do Vivapark: onde estão, quanto custam, quem está construindo e por que o investidor inteligente olha para a cidade inteira, não para um único empreendimento.
O que acontece fora do Vivapark
O Vivapark ocupa um trecho específico de Porto Belo (na SC-412, entre Itapema e Porto Belo centro). Mas a cidade tem bairros que operam com lógica própria de mercado, com construtoras diferentes, tickets distintos e perfis de comprador que nem sempre se sobrepõem ao público do bairro-parque.
Balneário Perequê
O Perequê é o bairro mais urbanizado de Porto Belo fora do Vivapark, com orla própria, comércio, restaurantes e uma concentração crescente de lançamentos de médio e alto padrão. A PH Empreendimentos, que encerrou 2025 com faturamento de R$ 150 milhões e crescimento de 400% (Jornal Razão), concentra projetos aqui, incluindo o Dubai Mall: um complexo de 150 mil m² com 1.248 unidades habitacionais e shopping center de 12 mil m² de ABL. 45% das unidades já foram comercializadas antes da conclusão.
- m² médio no Perequê: R$ 9.000 a 14.000
- Ticket de entrada: R$ 500 mil a 1,5 milhão
- Perfil: investidor de renda (aluguel anual e temporada), família em transição, profissional remoto
- Vantagem: infraestrutura comercial já pronta, orla acessível, preço abaixo de Vivapark
Centro Histórico e Araçá
O centro de Porto Belo mantém o charme de cidade pequena com arquitetura açoriana, marina e acesso de barco para a Ilha de Porto Belo. O bairro Araçá, nas proximidades, tem terrenos e casas com potencial de desenvolvimento em tipologias que o Vivapark não atende: pousadas boutique, casas de veraneio frente-mar e empreendimentos de baixo gabarito.
- m² médio: R$ 7.000 a 11.000
- Ticket de entrada: R$ 350 mil a 1,2 milhão
- Perfil: investidor de oportunidade (entrada cedo), turismo gastronômico, segunda residência não-vertical
- Vantagem: m² ainda acessível, charme histórico, potencial de requalificação urbana
Jardim Dourado e Estaleiro
Bairros em fase de desenvolvimento com terrenos maiores e lançamentos em etapa inicial. A J Tedesco, com os projetos Aria & Sublime Club House (Perequê) e Reserva (Jardim Dourado, futuro lançamento), atua nesse segmento de expansão. Os tickets são menores, o risco é maior, mas o potencial de valorização acompanha o ciclo de urbanização que ainda não terminou.
- m² médio: R$ 6.000 a 9.000
- Ticket de entrada: R$ 280 mil a 800 mil
- Perfil: investidor que aceita risco de ciclo inicial, horizonte longo
- Vantagem: entrada no ciclo antes da consolidação de infraestrutura
O ecossistema de construtoras (não é só Vokkan)
O Vivapark colocou a Vokkan no mapa, mas Porto Belo tem pelo menos 4 construtoras relevantes operando com estratégias distintas:
| Construtora | Foco | Destaque principal |
|---|---|---|
| Vokkan | Master desenvolvedora, bairros-parque | Vivapark (VGV R$ 9 bi, 7 mi m² de portfólio) |
| PH Empreendimentos | Crescimento acelerado, Perequê | Dubai Mall (150 mil m², 1.248 unidades), +400% em 4 anos |
| J Tedesco | Alto padrão, Perequê e Jardim Dourado | Aria & Sublime Club House, Reserva (lançamento futuro) |
| Capitali | Longo prazo | Início 2026, entrega 2031, perfil paciente |
O ponto relevante para o investidor: PH Empreendimentos sozinha faturou R$ 150 milhões em 2025 em Porto Belo, fora do perímetro do Vivapark. Isso mostra que o mercado da cidade tem profundidade para absorver múltiplos players com VGVs significativos, não é um mercado de ator único.
Comparativo: Vivapark vs outros bairros de Porto Belo
| Critério | Vivapark | Perequê e outros bairros |
|---|---|---|
| m² médio | R$ 12.500 a 18.000 | R$ 6.000 a 14.000 |
| Ticket de entrada | R$ 1,5 mi+ | R$ 280 mil a 1,5 mi |
| Infraestrutura | Própria (dentro do empreendimento) | Urbana existente (comércio, orla, restaurantes) |
| Perfil de comprador | Investidor premium, segunda residência | Mix: investidor, morador fixo, profissional remoto |
| Liquidez | Em formação (empreendimento ainda em construção) | Moderada (tipologias variadas) |
| Yield temporada | Potencial alto (quando operacional) | Já ativo (Perequê opera Airbnb e temporada) |
| Risco | Concentração em único empreendimento | Diversificação de construtoras e tipologias |
O investidor que aloca 100% em Vivapark está apostando que um único empreendimento vai performar conforme projetado. O investidor que diversifica entre Vivapark + Perequê + outro bairro dilui risco sem abrir mão do upside de Porto Belo como destino.
Por que Porto Belo não é uma bolha
A pergunta que todo investidor cético faz (e com razão): R$ 12,7 bilhões em VGV lançado em uma cidade de 22 mil habitantes não é bolha? Os dados sugerem que não, por três razões:
- Absorção real de vendas: R$ 3,8 bilhões em VGV de vendas efetivas em 2025, não só lançamentos. O mercado está comprando, não só anunciando.
- Migração contínua: o fluxo de compradores de SP, PR e RS para o litoral norte catarinense é estrutural e crescente, não sazonal.
- Escassez relativa: Porto Belo tem litoral limitado, gabarito em discussão e restrições ambientais que impedem expansão desordenada. A oferta é controlada.
O risco real não é bolha, é concentração: se o Vivapark atrasar entrega ou tiver problema operacional, o mercado inteiro de Porto Belo sofre impacto reputacional. É por isso que diversificar entre Vivapark e outros bairros/construtoras da cidade é uma estratégia mais robusta do que concentrar.
Para o panorama completo de Porto Belo e dados do Vivapark, vale ler Porto Belo: o próximo bilionário do litoral SC e empreendimentos Porto Belo Vivapark 2026.
Quanto colocar em Porto Belo dentro de um portfólio catarinense
A alocação sugerida depende do perfil de risco:
- Conservador (preservação de patrimônio): 10 a 15% do portfólio imobiliário SC em Porto Belo, com o resto em BC (liquidez) e Floripa (estabilidade)
- Moderado (crescimento com diversificação): 20 a 30% em Porto Belo, dividido entre Vivapark e Perequê, com o resto entre BC, Itapema e Itajaí
- Agressivo (aposta em ciclo): até 40% em Porto Belo, com foco em m² abaixo de R$ 10.000 para capturar valorização plena
Em todos os casos, Porto Belo entra como componente de crescimento, não como núcleo líquido do portfólio. O núcleo líquido continua sendo BC (pela liquidez de saída).
Para comparar com o ativo complementar mais diferente, vale ler Campo Alegre: o refúgio rural de SC que investidores estão descobrindo. Para o ranking de praias para investir, melhores praias para investir em SC.
Perguntas frequentes
Existe oportunidade de investimento em Porto Belo fora do Vivapark?
Qual o preço do m² em Porto Belo em 2026?
PH Empreendimentos é confiável para investir em Porto Belo?
Porto Belo é uma bolha imobiliária?
Quanto alocar em Porto Belo dentro de um portfólio de SC?
Como receber alertas sobre lançamentos em Porto Belo?
Por André Santos
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