Por André Santos
Editor responsável · Viver em SC
Fontes consultadas: FipeZap+ (2026) · CRECI-SC (2024) · FG Empreendimentos · Embraed · NDMais · Forbes Brasil · MySide (2026)
Balneário Camboriú tem o metro quadrado mais caro do Brasil - R$ 15.072 na média, mas chegando a R$ 50.000 a R$ 80.000/m² em coberturas de frente para o mar. A cidade de apenas 156 mil habitantes concentra 8 dos 20 edifícios mais altos do país e movimenta um mercado de luxo que atrai compradores de todo o Brasil e do exterior.
Em 2025, uma cobertura triplex na Praia Central foi vendida por R$ 42 milhões - o imóvel mais caro já negociado em SC. Este artigo analisa quem está comprando, por que BC virou a “Dubai brasileira” e o que isso significa para investidores.
O perfil dos compradores de luxo em BC
O mercado de alto padrão de Balneário Camboriú é alimentado por um perfil específico de comprador:
Empresários do agronegócio (40%)
A maior fatia vem de empresários rurais do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Com safras recordes e lucros em dólar, o agro brasileiro encontrou em BC o lugar ideal para converter renda em patrimônio imobiliário de luxo. Muitos compram para uso em temporada e como reserva de valor.
Empresários do Sul e Sudeste (30%)
Donos de indústrias e empresas de médio e grande porte de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre representam a segunda maior fatia. A proximidade de aeroportos (Navegantes fica a 15 minutos) e a infraestrutura gastronômica e de lazer são atrativos decisivos.
Investidores profissionais (15%)
Fundos de investimento e investidores individuais que enxergam BC como ativo de valorização. Com retorno acumulado de +120% em 5 anos, imóveis de luxo em BC superam a maioria dos investimentos financeiros.
Compradores internacionais (15%)
Argentinos, paraguaios, uruguaios e europeus que buscam diversificação patrimonial e qualidade de vida. O Real desvalorizado torna BC acessível em dólar e euro.
Os empreendimentos que definem o luxo em BC
FG Empreendimentos - a marca de BC
A FG é sinônimo de Balneário Camboriú no mercado de luxo. Com mais de 20 torres entregues, a construtora domina o skyline da cidade:
- Yachthouse by Pininfarina - 281 metros, foi o edifício residencial mais alto do Brasil até 2024
- One Tower - 290 metros, superou o Yachthouse
- Senna Tower - em construção, será o mais alto da América Latina com previsão de 330 metros
Os empreendimentos FG têm m² de lançamento entre R$ 25.000 e R$ 45.000 e lista de espera para unidades de cobertura.
Embraed
Com foco em design e exclusividade, a Embraed constrói torres menores mas com acabamento de altíssimo padrão. Projetos como o Pinah (assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld) elevaram o conceito de residencial boutique em BC.
Procave
Tradicional no mercado catarinense, a Procave atua no segmento alto padrão (não ultra-luxo) com torres de 25-40 andares e m² na faixa de R$ 15.000 a R$ 25.000.
Por que BC virou a “Dubai brasileira”?
1. Alargamento da praia
A obra de alargamento da Praia Central (2021-2023) transformou uma faixa de areia de 25 metros em uma praia de 70 metros de largura. O impacto na valorização imobiliária foi imediato: imóveis de frente para o mar valorizaram 30% a 40% nos 12 meses seguintes.
2. Skyline vertical
BC tem uma política urbanística permissiva para altura, diferente de Florianópolis (limitada a ~18 andares). Isso permitiu a construção de supertorres que viraram cartão-postal e símbolo de status. O skyline de BC é comparado ao de Miami, Dubai e Balneário Camboriú - sim, a cidade virou referência de si mesma.
3. Infraestrutura de lazer
A cidade investiu pesado em gastronômia, marinas, beach clubs e eventos. Rua 3700, Avenida Atlântica e o complexo de Laranjeiras transformaram BC em um destino de experiência, não apenas de praia.
4. Segurança
BC tem um dos menores índices de criminalidade por habitante entre cidades turísticas brasileiras. A Guarda Municipal opera com mais de 200 câmeras de monitoramento no centro e orla.
O que esperar do mercado de luxo em BC
Analistas do CRECI-SC e incorporadoras projetam:
- Valorização de 10-15% a.a. para os próximos 3 anos no segmento de alto padrão
- Novas supertorres com lançamentos previstos para 2026-2027 (incluindo a Senna Tower e projetos na Barra Sul)
- Aumento da demanda internacional com abertura de voos diretos Navegantes–Buenos Aires e Navegantes–Santiago
- Consolidação do m² acima de R$ 20.000 como padrão para frente de mar
O risco? Superoferta no segmento de R$ 1-3 milhões (padrão alto, não ultra-luxo), onde o volume de lançamentos pode pressionar preços em bairros como Nações e Centro.
Perguntas frequentes
Qual o metro quadrado mais caro de Balneário Camboriú?
Quem compra imóvel de luxo em BC?
Vale a pena investir em imóvel de luxo em BC?
Qual a construtora mais famosa de Balneário Camboriú?
Balneário Camboriú é a Dubai brasileira?
Por André Santos
Editor responsável · Viver em SC
Fontes consultadas: FipeZap+ (2026) · CRECI-SC (2024) · FG Empreendimentos · Embraed · NDMais · Forbes Brasil · MySide (2026)
Leia também sobre Investimento Imobiliário

Investimento Imobiliário
Centro BC 2026: Liquidez Máxima Para Investidor Profissional

Investimento Imobiliário
Centro de Itapema 2026: O Custo-Benefício do Litoral Premium

Investimento Imobiliário
América Joinville 2026: O Pódio do M² (3º lugar) e o Perfil Residencial Que Falta no Centro

Investimento Imobiliário
Praia Brava Itajaí 2026: Por Que o M² Pode Dobrar em 5 Anos

Investimento Imobiliário
Meia Praia Itapema 2026: O Centro Financeiro do Litoral SC

Investimento Imobiliário
Jaraguá do Sul 2026: Por Que Investidores Saem de Joinville Para Cá
Dados compilados de fontes públicas (FipeZap, IBGE, CRECI-SC, MySide, entre outras) e revisados pela redação. Para sugestões de pauta, correções ou parcerias: contato@viveremsc.com.br · Para dúvidas sobre dados de mercado: investimento@viveremsc.com.br · Saiba mais em Sobre.