Por André Santos
Editor responsável · Viver em SC
Fontes consultadas: CRECI-SC (2024) · AirDNA (2025) · Airbnb (2024) · MySide (2026) · FipeZap+ (2026) · Abrainc (2025) · Santur/SC · NDMais · IBGE
O mercado de aluguel de temporada em Santa Catarina movimentou R$ 12,4 bilhões em 2024 e cresce a uma taxa de 9,4% ao ano, com projeção de atingir R$ 15,8 bilhões até 2027 (Abrainc/AirDNA, 2025). O estado lidera os retornos de Airbnb no Brasil, com rentabilidades de até 1,4% ao mês - enquanto a média nacional fica em 0,4-0,6%.
Santa Catarina combina tudo que o mercado de temporada precisa: praias de classe mundial, segurança, infraestrutura turística consolidada e uma demanda crescente de brasileiros e estrangeiros. Se você quer transformar um imóvel em uma máquina de renda passiva, este é o guia definitivo.
O tamanho do mercado de temporada em SC
O aluguel de temporada em Santa Catarina não é um nicho - é uma indústria bilionária. Os números impressionam:
- Receita total 2024: R$ 12,4 bilhões (aluguel de curta duração em SC)
- Crescimento anual: 9,4% nos últimos 3 anos
- Projeção 2027: R$ 15,8 bilhões
- Número de listagens ativas no Airbnb: 45.000+ em SC (AirDNA 2025)
- Turistas/ano: 10+ milhões de visitantes no litoral catarinense (Santur)
- Estrangeiros: crescimento de 23% no fluxo de turistas internacionais em 2024 vs 2023
O motor desse crescimento é a combinação de turismo nacional em expansão (brasileiros preferem cada vez mais destinos domésticos), migração acelerada para SC (o estado cresce acima da média em população) e a profissionalização do mercado com plataformas como Airbnb, Booking e gestoras especializadas.
Melhores cidades para aluguel de temporada em SC
1. Balneário Camboriú - o premium do litoral
Balneário Camboriú é a cidade mais líquida para temporada em SC. Com 3+ milhões de turistas por ano, infraestrutura completa e vida noturna vibrante, a cidade atrai desde famílias até turistas internacionais.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média (2 quartos) | R$ 800-1.200 |
| Diária máxima (cobertura) | R$ 3.000-5.000 |
| Ocupação alta temporada | 72% |
| Ocupação baixa temporada | 30-40% |
| Yield anual estimado | 9-14% |
| Ticket mínimo (apto competitivo) | R$ 650.000 |
A vantagem de BC é que a temporada é mais longa que em outras cidades. O movimento começa em outubro (primavera) e se estende até abril, com picos em dezembro-fevereiro. Eventos como o Festival de Dança e a temporada de cruzeiros mantêm demanda mesmo fora do verão puro.
Bairros mais rentáveis: Centro (próximo à Avenida Atlântica), Barra Sul (alto padrão) e Pioneiros (custo-benefício).
2. Itapema - a estrela em ascensão
Itapema lidera a rentabilidade total do mercado catarinense com 22,1% a.a. (CRECI-SC). Para aluguel de temporada, a Meia Praia é o endereço mais valorizado.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Diária média (2 quartos) | R$ 600-900 |
| Diária máxima (3 quartos frente mar) | R$ 1.200-1.800 |
| Ocupação alta temporada | 78% |
| Ocupação baixa temporada | 20-30% |
| Yield anual estimado | 10-16% |
| Ticket mínimo | R$ 550.000 |
O diferencial de Itapema é o perfil do turista: 68% dos compradores de imóveis são de fora de SC (MySide), vindos principalmente de SP, PR e RS. Muitos compram para uso próprio no verão e alugam o restante do ano - modelo que sustenta a demanda de temporada.
Os megaprojetos em andamento (alargamento da praia, nova marina, It Wheel) devem aumentar a atratividade turística e, consequentemente, as diárias e a ocupação nos próximos anos.
3. Florianópolis - diversificação geográfica
Florianópolis oferece mais de 100 praias distribuídas pela ilha e pelo continente. Essa diversidade permite estratégias variadas de temporada.
Norte da ilha (Jurerê, Ingleses, Canasvieiras): concentra a maior demanda de temporada, com diárias de R$ 400 a R$ 1.500 dependendo do padrão. Jurerê Internacional é o segmento premium; Ingleses e Canasvieiras atendem famílias com orçamento moderado.
Leste (Lagoa da Conceição, Barra da Lagoa): perfil jovem e descolado, forte no Airbnb. Diárias de R$ 300 a R$ 800. A Lagoa da Conceição tem apelo durante o ano todo por conta de restaurantes, bares e esportes aquáticos.
Sul (Campeche, Ribeirão da Ilha): mercado emergente com potencial de valorização. Diárias mais acessíveis (R$ 250 a R$ 600), mas ocupação menor. Ideal para investidores que querem entrar no mercado com ticket mais baixo.
Yield médio geral: 8-12% a.a. dependendo da região e da gestão.
4. Bombinhas - concentração e explosão
Bombinhas é o caso mais extremo de SC. A cidade tem 21.000 moradores fixos e recebe 200.000+ turistas simultâneos no verão (IBGE/Santur). Essa multiplicação por 10x gera uma demanda avassaladora por acomodação.
Diárias de R$ 700 a R$ 1.400 para casas e apartamentos bem localizados. A rentabilidade pode chegar a 15% a.a. - mas concentrada em apenas 4 meses. Para investidores que aceitam a sazonalidade extrema, é uma das melhores oportunidades.
5. Porto Belo e Penha - o litoral emergente
As cidades entre Itapema e Itajaí estão ganhando espaço no mercado de temporada. Porto Belo liderou vendas de unidades no Brasil em 2024 (Abrainc) e tem praias como a Praia de Perequê e a Ilha de Porto Belo. Penha oferece o Beto Carrero World - o maior parque temático da América Latina - como motor de demanda permanente.
Os preços de aquisição são significativamente menores que BC e Itapema, o que eleva o yield percentual. É o “próximo litoral norte” para investidores de temporada.
Tipos de imóvel para temporada: qual rende mais?
Apartamento compacto (1-2 quartos, 40-70 m²)
Melhor para: casais e duplas que visitam por 3-7 dias. Onde funciona melhor: BC (Centro), Itapema (Meia Praia), Floripa (Ingleses/Canasvieiras). Diária média: R$ 350-800. Vantagem: menor ticket de entrada, mais fácil de gerir, condomínio inclui infraestrutura (piscina, academia). Desvantagem: concorrência alta - milhares de unidades similares no mercado.
Apartamento espaçoso (3-4 quartos, 80-150 m²)
Melhor para: famílias de 4-8 pessoas, grupos de amigos. Onde funciona melhor: Itapema (frente mar), BC (Barra Sul), Floripa (Jurerê). Diária média: R$ 800-1.500. Vantagem: diária mais alta, ocupação boa em alta temporada, perfil de hóspede que cuida melhor do imóvel. Desvantagem: ticket de entrada alto (R$ 800 mil+), condomínio elevado.
Casa com piscina
Melhor para: famílias grandes, grupos, eventos (Réveillon, Carnaval). Onde funciona melhor: Bombinhas, Floripa (Jurerê, Campeche), Garopaba. Diária média: R$ 1.000-3.000. Vantagem: diária premium, experiência diferenciada, menos concorrência direta. Desvantagem: gestão mais complexa (manutenção piscina, jardim), custos operacionais maiores.
Estúdio/Flat (25-40 m²)
Melhor para: viajantes solo, casais em estadias curtas (2-4 dias). Onde funciona melhor: BC (Centro), Floripa (Centro/Lagoa). Diária média: R$ 200-450. Vantagem: ticket baixíssimo (R$ 180 mil a R$ 350 mil), alta rotatividade, boa para plataformas como Airbnb. Desvantagem: diária baixa, desgaste maior pelo volume de hóspedes, condomínio proporcionalmente alto.
Sazonalidade: como funciona o calendário em SC
Entender a sazonalidade é crítico para projetar receita. O calendário de temporada em SC se divide em:
Alta temporada (dezembro a março): é onde 60-70% da receita anual se concentra. Picos absolutos no Réveillon (diárias 2-3x o normal) e Carnaval. Ocupação de 65-80% nas melhores localizações.
Meia temporada (outubro-novembro e abril): primavera e outono geram demanda moderada, especialmente em BC e Floripa. Diárias caem 30-40% em relação ao verão. Ocupação de 35-50%.
Baixa temporada (maio a setembro): ocupação despenca para 10-25% na maioria das cidades litorâneas. Exceções: Floripa (polo tech, universidade) e BC (eventos, infraestrutura urbana). É nesse período que a gestão profissional faz mais diferença - promoções, estadias de médio prazo e parcerias com empresas mantêm alguma receita.
Feriados prolongados: Semana Santa, Corpus Christi, Proclamação da República e outros feriados geram picos de 3-5 dias com diárias próximas à alta temporada. Um calendário bem planejado pode capturar R$ 8.000-15.000 extras por feriado.
Receita anual estimada por tipo de imóvel
| Tipo de Imóvel | Receita Alta Temporada | Receita Restante do Ano | Total Anual Estimado |
|---|---|---|---|
| Apto 2Q Meia Praia (Itapema) | R$ 55.000 | R$ 18.000 | R$ 73.000 |
| Apto 2Q Centro BC | R$ 65.000 | R$ 25.000 | R$ 90.000 |
| Casa 3Q piscina Bombinhas | R$ 70.000 | R$ 12.000 | R$ 82.000 |
| Apto 2Q Ingleses Floripa | R$ 40.000 | R$ 15.000 | R$ 55.000 |
| Estúdio Centro BC | R$ 28.000 | R$ 12.000 | R$ 40.000 |
Gestão de temporada: faça você mesmo ou terceirize?
Gestão própria
Prós: sem taxa de gestão (economia de 15-20% da receita), controle total sobre preços e hóspedes, relacionamento direto com o cliente.
Contras: exige dedicação constante (check-in, limpeza, manutenção, comunicação, precificação dinâmica). Para quem não mora na cidade, é praticamente inviável. Erros de precificação podem custar milhares de reais em receita perdida.
Funciona melhor para: proprietários que moram na cidade e têm até 2 imóveis de temporada.
Gestão profissional (empresas especializadas)
Prós: precificação dinâmica algorítmica (ajusta diárias em tempo real conforme demanda), equipe de limpeza e manutenção, atendimento 24h ao hóspede, fotos profissionais, otimização de anúncio nas plataformas.
Contras: taxa de 15-20% sobre a receita bruta. Nem todas as gestoras são iguais - pesquise avaliações e peça referências.
Principais gestoras em SC: Seazone (maior do Brasil, com forte presença em SC), Housi, Tabas, Nomah e gestores locais em cada cidade.
Funciona melhor para: investidores que não moram na cidade, têm 3+ imóveis ou querem maximizar receita sem se envolver na operação.
O impacto da gestão nos números
Um estudo da AirDNA (2025) mostra que imóveis com gestão profissional em SC geram, em média, 18-25% mais receita do que imóveis autogeridos. A diferença vem da precificação dinâmica (que captura picos de demanda) e da otimização de anúncios (fotos profissionais, descrições, avaliações).
Considerando a taxa de 18% de gestão, o proprietário com gestora profissional ainda fica com mais receita líquida do que quem faz sozinho na maioria dos casos.
Plataformas: Airbnb, Booking ou ambas?
Airbnb domina o mercado de temporada em SC com 60-65% das reservas de curta duração (AirDNA). É a plataforma preferida por turistas brasileiros e tem o sistema de avaliações mais consolidado.
Booking.com responde por 25-30% das reservas, com vantagem em turistas internacionais (europeus e latino-americanos). A comissão é maior (15-18% vs 3-5% do Airbnb para hóspedes + taxa do anfitrião), mas o volume de tráfego compensa.
Outras plataformas (Vrbo, TripAdvisor, TemporadaLivre) somam o restante. Para maximizar ocupação, a estratégia recomendada é multi-plataforma - listar em Airbnb e Booking simultaneamente, usando um channel manager para sincronizar calendários.
Dicas para maximizar nas plataformas
- Fotos profissionais são obrigatórias - anúncios com fotos profissionais geram 40% mais cliques e 25% mais reservas (Airbnb)
- Título e descrição otimizados para busca - inclua o nome da praia, número de quartos e diferenciais (vista mar, piscina, ar condicionado)
- Preço dinâmico - ferramentas como Beyond Pricing, PriceLabs e Wheelhouse ajustam diárias automaticamente
- Avaliações são tudo - os primeiros 10 reviews definem o posicionamento do anúncio. Ofereça uma experiência impecável desde o início
- Desconto para estadias longas (7+ dias) aumenta a ocupação na meia e baixa temporada
Aspectos legais e tributários
Legislação municipal
Cada cidade de SC tem regras específicas para aluguel de temporada. Balneário Camboriú e Florianópolis exigem registro de atividade turística e, em alguns bairros, têm restrições a locação de curta duração em condomínios residenciais.
Verifique a convenção do condomínio antes de comprar - alguns prédios proíbem aluguel por diárias. Essa restrição pode inviabilizar completamente a estratégia de temporada.
Tributação
- Pessoa física: aluguel tributado na tabela progressiva do IR (de 7,5% a 27,5%). Recolhimento mensal via carnê-leão (DARF)
- Pessoa jurídica (Simples Nacional): alíquota efetiva de 6-15,5% dependendo do faturamento. Para quem tem receita acima de R$ 6.000/mês, o CNPJ costuma ser mais vantajoso
- ISS: de 2% a 5% sobre a receita, dependendo do município. Algumas cidades cobram, outras não - consulte a prefeitura local
Seguro
Seguro de responsabilidade civil e danos ao imóvel é essencial para temporada. O Airbnb oferece a cobertura AirCover (até US$ 3 milhões em danos), mas ela tem limitações. Contratar um seguro adicional custa entre R$ 80 e R$ 200/mês e protege contra danos graves, furto e responsabilidade civil.
Projeções para o mercado 2026-2028
O mercado de temporada em SC deve continuar crescendo acima da média nacional. Os catalisadores:
- Infraestrutura turística em expansão - alargamento da Meia Praia em Itapema, novo terminal de cruzeiros em BC, ampliação do aeroporto de Navegantes
- Câmbio favorável - o real desvalorizado torna SC atrativo para turistas argentinos, uruguaios e europeus
- Profissionalização do mercado - mais gestoras profissionais, melhores ferramentas de precificação, padrão de qualidade elevado
- Migração permanente - cada novo morador de SC traz família e amigos como turistas potenciais
- Eventos e calendário - SC está consolidando um calendário de eventos que estende a temporada (festivais, esportes, congressos)
A projeção da Abrainc aponta para um mercado de R$ 15,8 bilhões em 2027 - crescimento de 27% em 3 anos. Investidores que entrarem agora posicionam seus imóveis para capturar essa expansão.
Veja também o ranking de rentabilidade de aluguel em SC e o guia de investimento imobiliário para complementar sua análise.
Investimento
Aluguel de temporada em SC - números-chave
Fontes: Abrainc (2025), AirDNA (2025), Airbnb (2024), Santur, CRECI-SC
Perguntas frequentes
Quanto rende o aluguel de temporada em Santa Catarina?
Qual a melhor cidade de SC para aluguel de temporada?
Quanto custa investir em um imóvel de temporada em SC?
Gestão própria ou profissional para temporada?
Aluguel de temporada em SC é legal?
Qual a melhor época para alugar imóvel de temporada em SC?
Por André Santos
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